Aleatoriedades 01 – Tudo continua remoto

Oi, pessoas!

Depois de vários posts como este, em que não tenho nada específico para falar, resolvi colocar alguma organização no “nada específico” e criar um título fixo. Como vocês podem ver, vou chamar de Aleatoriedades, porque acho que é exatamente isso, coisas aleatórias que talvez não tenham nenhuma relevância para vocês, mas sobre as quais quero falar.

Primeiramente, espero que todos estejam bem e vacinados. O que não significa que a vida já voltou ao normal, viu? Continuem com todos os cuidados e, para quem pode, mantendo o máximo de isolamento possível.

Minhas curtas férias de duas semana já se acabaram, mas continuo em casa. Vou ser sincera, estar em casa não foi um grande sacrifício para mim. Gosto de fazer coisas em casa. A grande questão foi não ter a opção de sair. É bom ter escolhas. Mas não sou aquele tipo de pessoa que precisa pelo menos ir na padaria da esquina, para falar que saiu. Quanto mais a idade avança, mais caseira me torno. Só me animo mesmo em sair quando é para viajar.

O grande problema, para mim, foi a falta de equilíbrio. Revezar entre trabalhar o dia todo na frente de um computador com uma aula presencial à noite. Compensar as telas com um almoço com os amigos no fim de semana. Coisas assim. Acho que não há quem tenha passado a fazer tudo remotamente e esteja contente e relaxado. Mas, pelo menos aqui, tudo continua sendo à distância. Sei que existem muitas realidades. Algumas pessoas não tiveram nenhuma possibilidade de ficar em casa e passaram por outras dificuldades, outras questões. Mas só posso falar da minha experiência por enquanto.

A empresa onde trabalho já definiu que, mesmo após a pandemia, seguiremos trabalhando remotamente. Hoje em dia há pessoas de diversas partes do Brasil (e até fora dele) trabalhando ali. Tudo continuou funcionando, algumas coisas começaram a funcionar melhor. De fato, não há nada que justifique de maneira tão determinante o retorno presencial. Acho bom, na verdade. É verdade que toda a parte de interação é bem diferente. Eu costumava almoçar com minhas colegas, por exemplo. Falava com pessoas nos intervalos, no momento do café, acabava conhecendo gente nova. Isso não existe mais. Por outro lado, hoje não preciso perder uma hora e meia em deslocamento, parada no trânsito, ou no metrô lotado. Posso passar mais tempo com meu cachorro em casa. Almoço a comida que eu mesma preparei, consigo ter mais horas de sono.

É diferente em relação às aulas. Por elas, sim, espero ansiosa que voltem a ser presenciais. Isso não vai acontecer neste semestre, seguiremos remotamente. Sinto falta do ambiente da faculdade. Alunos e professores provavelmente concordem comigo quando digo que a dinâmica da aula à distância, pela telinha, é muito inferior à experiência da sala de aula. Devo dizer que a USP também não colaborou muito. Foram muitos problemas de acesso e permanência, que não me atingem diretamente, mas atingiram muitos alunos. Também não houve uma espécie de acordo sobre como seriam as aulas, protocolos, gravações, coisas que sei que aconteceram em outras universidades. O resultado é que cada professor faz mais ou menos o que acha melhor e todo mundo fica meio perdido. Não tem sido fácil.

Agora, os encontros, em breve, deixarão de ser remotos. Com todos os amigos e familiares vacinados, aos poucos, vamos começar a nos encontrar. Não sei se tenho coragem para ir a lugares com muita gente, ou passar horas em um bar ou restaurante jogando conversa fora. Acho que ainda não tenho. Mas encontros pontuais, nas casas uns dos outros, ou em espaços ao ar livre, acho que irão acontecer logo e sobre isso é a minha maior ansiedade. Reencontrar, depois de quase dois anos, as pessoas que fazem parte da minha vida tão de pertinho.

E para vocês, como tem sido tudo isso? Como falei antes, são muitas realidades. Sei de quem nunca deixou de trabalhar presencialmente, outras pessoas passaram uns perrengues com as aulas dos filhos, novas questões surgiram nesse contexto doido… Se quiserem, deixem comentários para a gente seguir conversando. Remotamente, mas tudo bem.

Até mais ler!


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