A terapia ajuda mesmo

Oi, pessoas!

Comentei com vocês há duas publicações que estava revisando os textos aqui do blog e, quando me deparasse com algum que valesse a pena retomar, eu faria isso. Pois bem, cheguei em uma publicação de dezembro de 2018, chamada “E a terapia, ajuda mesmo?“, em que contei um pouco sobre como estava sendo fazer terapia, sobre a importância da identificação com o profissional, sobre a questão do dinheiro… Enfim, não vou repetir tudo hoje, se vocês tiverem interesse, podem voltar nela para ler ou reler.

Depois de revisar esse texto, achei que esse seria um assunto para retomar agora por dois motivos: 1 – finalmente, depois de muito tempo, posso dizer que estou realmente em um processo terapêutico, já vou explicar o porquê; 2 – estamos vivendo momentos em que é difícil estar bem e acho importante que a gente fale sobre esse tema, compartilhe alternativas acessíveis, e, evidentemente, procure ajuda profissional, se for possível.

Já que no texto anterior comecei a contar sobre meu processo, vou continuar de onde parei. Lá no fim de 2018, comentei que estava considerando pausar a terapia, não só por causa do dinheiro, mas também porque não estava me sentindo completamente à vontade com a piscóloga que me atendia. Realmente parei naquele período e fiquei muito tempo sem retomar. Foi porque o dinheiro pesou mesmo. Na situação em que eu estava, não podia comprometer parte do orçamento, mesmo que fosse com algo importante como terapia. Eu poderia ter procurado por atendimentos gratuitos, mas a verdade é que, apesar do dinheiro ter sido o principal motivo para me fazer parar, eu também estava um pouco desanimada em recomeçar todo um processo, me expor, me abrir…

O tempo passou e pulamos para 2020. Pandemia. Eu trancada em casa desde o início – trabalho e estudo passaram a ser à distância. O medo da doença, o tédio, a revolta, a tristeza, o cansaço, o luto. O lugar onde trabalho fez parcerias com algumas instituições e empresas voltadas aos cuidados com a saúde mental e pensei: “É o meu momento”. Sim, a pandemia me afetou, mas, antes disso, eu já estava mal. Na verdade, estava mal há muitos anos e, talvez, o isolamento e a dificuldade em lidar com esse contexto (que todos nós temos, em diferentes níveis) me fez não adiar mais esse tratamento.

Comecei a terapia em novembro de 2020 e continuo firme e forte até hoje, uma vez por semana. É por isso que eu disse lá no início que talvez só agora possa dizer que estou fazendo um acompanhamento psicológico, porque não foram algumas consultas isoladas que tive que pausar por qualquer motivo, porque me sinto muito à vontade com a psicóloga que me atende, porque estou muito empenhada em ficar bem. Apesar de estar nesse processo há vários meses, sinto que ainda estou tocando só a superfície de tudo e, mesmo assim, já tem feito muita diferença. Se na publicação anterior ainda ficava uma espécie de dúvida, agora eu consigo afirmar que terapia ajuda mesmo e ajuda muito!

Se a questão da grana te impede de fazer terapia no momento (eu sei, já passei por isso), procure pelo SUS, a fila pode ser longa, mas é possível conseguir atendimento. Procure também por instituições que ofereçam atendimento gratuito. Universidades que têm curso de psicologia costumam oferecer esse tipo de atendimento também, vale a pena procurar na internet alguma próxima. Para quem mora em São Paulo, compartilho novamente o link do lugar onde consegui ser atendida em consultas com preços mais baixos, é o Gestalt – SP. Eles também oferecem atendimento gratuito, a depender da condição da pessoa – aplicam um questionario socioeconomico e fazem uma primeira consulta avaliativa.

Outra modalidade que, inclusive, ganhou muita força atualmente, são plataformas em que você pode escolher entre vários profissionais, com os preços mais diversos de consultas. Acho que é uma boa opção para quem consegue pagar, mas talvez não possa colocar muito dinheiro nisso no momento, porque dá para encontrar atendimento com preço mais acessível. Vale a pena pesquisar sobre isso também.

Na verdade, é por meio de uma plataforma que faço terapia hoje em dia. A que eu uso se chama Vittude, é uma entre várias. Uso essa por causa do benefício do trabalho, já que ela tem parceria com a empresa. Mas qualquer pessoa pode acessar, se cadastrar e agendar uma consulta Se vocês quiserem conhecer, podem acessar pelo link que deixei aí. Por meio dele, é possível ter um desconto de 50 reais (que eu também ganho), o que pode, literalmente, pagar uma consulta. Sei que pareço blogueirinha divulgando link aqui, não é essa a intenção. Apenas é a que eu uso e, caso seja do interesse de alguém, um desconto não vai cair mal, imagino.

Mas, independentemente do meio, da plataforma, do lugar, essa publicação não é para nada além de retomar o assunto para incentivar a todos que têm algum tipo de acesso: façam terapia! Se não der certo na primeira tentativa (às vezes não dá mesmo), tentem de novo, procurem outro profissional, outra abordagem, só não desistam. Mesmo que no início tudo pareça um pouco confuso, vale lembrar que é um processo e, em algum momento, as coisas vão fazer mais sentido e, aos poucos, vocês vão se sentir melhor.

Se conhecerem lugares, plataformas, coletivos ou instituições que ofereçam tratamento psicológico gratuito ou a preços mais baixos, por favor, divulguem aqui nos comentários, pode ajudar alguém que caia por acaso nessa publicação.

Até mais ler!


2 comentários sobre “A terapia ajuda mesmo

  1. Muito bom, adorei ler! Concordo totalmente. Tive a sorte de começar um pouquinho antes da pandemia e continuo até hoje, só que virtual. Não sei o que seria de mim sem… 🙏

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