Primeira falação de 2019

Sou péssima para dar títulos, por favor, me perdoem. Faz tempo que não venho aqui falar sobre assuntos aleatórios, então resolvi fazer isso hoje.

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É difícil colocar as ideias no lugar quando há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. É só o início de 2019 e já aconteceu tanta coisa! Não tenho conseguido acompanhar tudo. Por um lado, porque não é humanamente possível acompanhar todas as notícias todos os dias. Por outro, porque propositalmente evito entrar nesse looping de notícias ruins, se não, a sanidade vai pelo ralo. Sim, continuo me preocupando com o que temos vivido em nosso país (e o que tem acontecido fora dele), mas estou tentando encontrar um limite para me preocupar. Quero dizer, existem coisas que simplesmente estão fora do nosso alcance e controle, por mais angustiante que isso seja, é a verdade.

É difícil lidar com essa mistura de sentimentos, que vai da tristeza, passa pela raiva, até chegar à frustração. Mas o fato é que esses sentimentos, por si só, não mudam nada no mundo real, na prática. Então acredito que cada um deve encontrar uma maneira de fazer alguma coisa. Porque por menor que seja essa coisa, será parte da construção de uma mudança. Penso ainda que a saída para nossos problemas só pode ser construída coletivamente. Sozinhos não temos poder para quase nada.

O que está ao meu alcance fazer? Por que não estou fazendo? Como posso fazer? Essas perguntas têm me acompanhado há um tempo.

Sim, há momentos para ficar triste e passar pela dor. Mas o caminho é longo, não existe fórmula mágica. Temos que garantir, minimamente, que conseguiremos passar por ele cuidando de nossa saúde física e mental. Cuidem-se.

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Comentei anteriormente que estava passando por alguns processos seletivos, de vestibular. Decidi fazer outra graduação e estudar Letras. É com alegria que hoje venho contar que passei! Dentro de poucos dias vou começar uma nova etapa acadêmica e estou animada com isso. Decidir fazer Letras me levou um tempo, como contei para vocês, mas tomei essa decisão completamente consciente do que desejo e sabendo que será uma experiência muito diferente da que tive quando entrei na universidade pela primeira vez.

Estou preparada para essa nova fase. Estou preparada para estudar à noite porque tenho que trabalhar durante o dia, para assistir aulas e fazer trabalhos, para conviver com pessoas muito mais jovens que eu, para conhecer gente nova, para aprender coisas novas. Isso é o que mais me empolga: aprender coisas novas, coisas sobre as quais tenho o maior interesse e curiosidade.

Também tem a diferença de universidade. Minha primeira graduação fiz na Unifesp, que, na época, estava apenas começando, após a expansão das universidades federais (sou da segunda turma de Ciências Sociais). Agora vou estudar na USP, uma universidade consolidada há muitas décadas e bastante renomada. Sei que só isso já muda bastante coisa. Não que o ensino que tive na Unifesp tenha sido ruim, falo de infraestrutura mesmo. Mas, enfim, ao longo do processo, contarei como tem sido, o que tenho achado de tudo. Obrigada a todos que torceram por mim!

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Semana passada completei 31 anos. Esse ano não fiz nenhuma publicação especial de aniversário aqui para o blog, não estou com muito humor para isso. Na verdade, nem foi uma data super reflexiva, como costumam ser meus aniversários. Acho que 2018 foi um ano tão cheio de mudanças, planos e reflexões, que não sobrou muito para pensar por enquanto. Mas foi um bom aniversário e fiquei sinceramente feliz no dia.

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Agora vou falar sobre minhas leituras.

Meu desafio literário de 2018 sofreu uma pequena alteração. O último livro que eu havia escolhido para ler, Não vou mais lavar os pratos, da Cristiane Sobral não está mais à venda. Pelo menos não encontrei em lugar nenhum, nem uma versão digital, nada. Resolvi substitui-lo. A princípio pensei em escolher outro da mesma autora. Mas a verdade é que tenho alguns livros parados aqui na estante, esperando pela chance de serem lidos. Então decidi substituir por um que eu já tivesse, ao invés de comprar um livro novo (por mais que eu ame comprar livros novos, minha conta bancária não está muito colaborativa ultimamente). Então li Kindred, da Octavia E. Butler. Já terminei, porque é um livro viciante e já li também O pomar das almas perdidas, da Nadifa Mohamed, que também estava no desafio. Em breve vou fazer as publicações sobre eles aqui. Agora faltam dois para eu finalmente acabar o desafio de 2018 com o maior atraso de todos os tempos. Mas vou acabar.

Aliás, essa semana era para eu falar sobre Um Defeito de Cor, mas precisava fazer essas falações primeiro, para desocupar um pouco a mente.

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Acho que era isso. Então vou parar de escrever. Semana que vem volto para falar sobre esse livro maravilhoso, que é Um Defeito de Cor. Aguardo vocês.

Até mais ler!


3 comentários sobre “Primeira falação de 2019

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