Tudo igual, mas diferente

Faz um bom tempo desde minha última publicação aqui. Resolvi sumir um pouco. Precisei sumir. Tanta coisa aconteceu nesse último mês! O acontecimento mais exaustivo, sem dúvidas, foi o processo eleitoral. Sei que muitos de vocês também se sentiram assim, cansados emocional e psicologicamente. Até um cansaço físico bateu, seja pelas atividades de quem estava na rua em campanha e militância, seja porque o cansaço emocional tem consequências físicas. Mas aqui estamos, ainda vivos, ainda de pé e vamos permanecer assim, certo? Juntos.

Nosso país já passou por muitos momentos difíceis e, infelizmente, a História nos mostra que o que tem acontecido agora (aqui, na América Latina, no mundo) não é nenhuma novidade. Não digo isso para alimentar qualquer pessimismo ou pensamento do tipo: “então não temos o que fazer, vamos esperar tudo passar”. Não. Digo isso para mostrar que, assim como foi feito em outros momentos, o que precisamos é de organização. Sem deixar o medo ser nosso guia, sem paralisar a vida por causa do medo.

Sei que tem muita gente que pode achar isso de “sentir medo” um exagero. Não quero ter esse tipo de discussão agora. Ainda estou cansada de tentar argumentar o que para mim parece tão óbvio. Basta dizer que o que eu comentei acima não é para você que acha exagero nossas apreensões. Sigamos.

O último mês também tem sido bastante corrido e um tanto quanto estressante para mim por outra razão. Tenho passado por processos seletivos (ainda não acabaram), que têm exigido bastante da minha dedicação. Ainda vou comentar sobre esse assunto aqui, porque acho interessante compartilhar o tema com pessoas que talvez estejam na mesma situação que eu estou/estava. Prometo que em breve contarei tudo, não farei isso agora porque o assunto pode ser longo, acredito que ele mereça uma publicação à parte. Mas o fato é que tudo está meio em suspenso no meu dia a dia para que eu possa me preparar para essas provas.

Por isso, meu desafio literário está pausado. Obviamente estou bastante atrasada com ele, infelizmente não vou conseguir cumprir minha meta antes do fim do ano, o que é triste e me dá um sentimento de frustração. Mas, ao mesmo tempo, tento não me cobrar muito. 2018 tem sido um ano de enormes mudanças na minha vida e, honestamente, ainda não sei como tenho conseguido fazer tantos malabarismos para dar conta de tudo até aqui. Alguma coisa desanda, não tem jeito. Porém, não vou simplesmente abandonar esse desafio. Os livros serão lidos e vou comentar sobre eles aqui, mesmo que seja com atraso. Ano passado aconteceu a mesma coisa, por situações que estiveram fora do meu controle, o desafio ficou pausado e acabei de ler e publicar tudo só em janeiro desse ano. Então tudo bem. Sem desespero, sem pressão, uma coisa de cada vez.

No momento, minha atitude tem sido a de me preservar. Preservar minha saúde mental, me focar no que preciso fazer neste momento, estar perto de pessoas reais com quem posso contar de verdade (e elas podem contar comigo), cuidando dos meus. Cuidem dos seus. Isso é importante agora.

O blog continuará com sua “programação normal”, vou continuar falando das minhas leituras, de situações do cotidiano que considero interessantes, do que eu sentir vontade de falar, porque essa é a programação normal daqui, afinal de contas. Tudo está igual, mas também diferente, porque (não) sabemos o que pode vir pela frente.

Semana que vem volto para falar do livro Cartas Para a Minha Mãe, fiquei devendo os comentários sobre ele, já falei sobre a autora aqui. O blog continua, eu continuo e, como sempre, é ótimo manter contato com gente tão bacana por esse meio. Obrigada pela companhia.


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