Nem sempre dá tudo certo

Tenho visto a movimentação do meu blog nos últimos dias. Publiquei menos que o normal porque estava ocupada com outras coisas, mas dei uma olhadinha no que está sendo acessado por aqui. Um dos textos que recebeu vários cliques foi “Uma carta sobre desistir”. Fiquei pensando nas pessoas que sem querer chegaram nesse texto, o que elas estavam buscando. Talvez justamente um incentivo para abandonar algumas coisas na vida, não sei.

Mas fiquei pensando também que às vezes me preocupo com as impressões que posso causar com textos como esse. Impressões sobre a vida. Já escrevi certas coisas aqui no blog que depois recebi comentários do tipo, “poxa, legal isso, me ajudou a pensar tal coisa”. Fico feliz em saber que algo que escrevi para mim mesma (porque a maioria das coisas que escrevo são para mim) de alguma maneira fez bem para alguém, é realmente muito bom. Penso que isso só aconteceu porque provavelmente outras pessoas também me ajudaram a pensar nessas coisas. Por isso defendo que não podemos guardar nossos aprendizados para nós mesmos, é preciso compartilhar, da forma que for.

Mas quando escrevo textos assim – que costumo chamar de autoajuda, por brincadeira, mas não deixa de ser – geralmente escrevo após passar por um processo de dúvidas, medos, ansiedades… Não é um processo fácil. O que me preocupa é justamente isso, que talvez eu possa passar a ideia de que é simples.

Por esse motivo resolvi escrever esse texto, para dizer que a vida nem sempre é divertida e fácil. Que nem sempre os problemas podem e vão ser resolvidos rapidamente e sem dificuldades. Que não é simples tomar uma decisão, é um processo lento e às vezes doloroso. Por favor, não leiam meus textos otimistas (ou de qualquer outra pessoa) sem levar em conta que as condições não são iguais para todo mundo, o que pode ser bom para mim, pode não ser para você. Além disso, lembre-se, ao ler esses textos, que para chegar no resultado foi preciso passar por muitas outras situações e que isso leva tempo. Não é fácil, mas é preciso ter paciência.

Não costumo ser uma pessoa otimista, então acreditem quando digo que todas essas coisas positivas que às vezes compartilho não são da boca para fora, realmente foram aprendizado e somente por isso compartilho aqui e não por acreditar num mundo perfeito, onde tudo acontece como a gente quer.

Talvez esse seja mais um texto de “autoajuda”, tudo bem, desde que fique claro que não é sobre como você deveria viver sua vida para alcançar a felicidade. Talvez podemos chamar ele de falsa autoajuda, ao lembrar que, geralmente, para alcançar um pouco de felicidade, muita coisa difícil precisou acontecer antes.


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