Comentários aleatórios sobre tudo e nada

Tenho a impressão de que essa semana que se passou teve 15 dias. Sim, mesmo com o feriado. Foi corrida pelo fato de eu não ter encontrado tempo para mais nada além de trabalhar, mas acho que justamente por isso (porque não fiz nada além de trabalhar), me pareceu interminável. Mas não vou reclamar disso, pois não dá pra reclamar do que paga minhas contas. Aí que eu teria voltado aqui no blog durante a semana pra publicar outra coisa, mas não deu. Poderia dizer que foi por falta de tempo, mas, na verdade, tenho duas ou três coisinhas escritas para publicar aqui, então mesmo sem tempo poderia ter feito isso. Mas sou uma pessoa que precisa estar no estado de espírito adequado para fazer certas coisas. Mentira, certas coisas não, tudo na vida.

Você pode achar maluquice, eu também acho, mas, por exemplo, se não me sinto no estado de espírito adequado para comer macarrão hoje, não vou querer comer. Se meu estado de espírito está mais pra passar esmalte preto que o azul, vou pintar as unhas de preto. Se está mais pra ler um livro de crônicas que uma novela, é o que vou ler. Às vezes não estou no estado de espírito adequado para falar com desconhecidos (quase nunca), ou para ir em algum lugar específico. “Mas como você sabe quando é o estado de espírito adequado?”, não sei explicar. Apenas sei se é ou não. Sei também que se eu forço a situação, contrariando meu estado de espírito, a coisa não vai acabar bem. Então, pronto, é por isso que escrevo coisas e deixo guardadas, estava no estado de espírito para escrever, mas não para publicar.

….

Baleia aprendeu a descer escadas há algumas semanas. Ela vai completar 4 anos e não sabia descer ainda, ou tinha medo, mas aprendeu. A vontade de estar do lado da sua família humana e implorar por comida falou mais forte que o medo. Então agora ela desce e sobe na hora que bem entende, exceto quando a gente faz um bloqueio de baldes lá no terraço. De vez em quando ela chuta o balde, literalmente, e desce mesmo assim. Enfim, o caso é que ultimamente ela passa mais tempo aqui embaixo que lá em cima. Eu deixo ela descer na maioria das vezes, deixo ela ficar no meu quarto, deixo ela subir na minha cama. “Noooossa, mas não pode deixar cachorro subir na cama!”. Olha, a vida dela é muito curta para eu não deixar ela subir na cama. Meu tempo com ela também é muito curto, já que em breve voltarei para Cartagena. Então sou adepta do: cada um faz um faz o que quiser na sua cama. Na minha, deixo a Baleia subir. Daí às vezes fico aqui no computador trabalhando e ela fica deitadinha do meu lado, então fico observando como ela dorme e parece sonhar que está correndo e mexe loucamente as patinhas. Ou quando ela parece estar dormindo profundamente, mas o latido de um cachorro na rua faz ela dar um pulo e sair correndo para ir lá na frente ver do que se trata. Ou quando passa o carro do gás e ela senta e começa a uivar (mistério da musiquinha do gás, que conto depois). É muito interessante observar um animalzinho. A gente acha que eles são bobos e às vezes ele são mesmo, mas na maioria das vezes são extremamente inteligentes. Também são carinhosos. A Baleia sempre dá um jeito de ficar grudada em mim quando está aqui, mesmo tendo a cama inteira para ela, ela precisa do contato físico, é curioso. Sempre que ela sai do quarto para beber água ou importunar alguém com latidos, ou qualquer outra coisa, quando ela volta, vem me lamber, como dizendo: “fui ali e voltei rapidinho, viu? Sentiu minha falta?”, o que é totalmente desnecessário e nojento, mas entendo o que ela quer dizer. Aliás, em alguns momentos falta pouco para ela falar realmente. Agora ela está aqui, deitada embaixo da cama, um dos lugares preferidos dela para se esconder ou pra aliviar o calor, que é o caso no momento.

Continuo lendo a série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, mas me atrasei um pouco, porque não consegui ler o tanto que gostaria durante a semana que passou. Esses livros são muito legais porque, além da história mirabolante e divertidíssima, você lê uns troços que te faz ficar pensando um tempão. Douglas Adams, mestre das ironias. Costumo anotar trechos interessantes de livros nos meus diários e já ocupei muitas páginas anotando desses livros. Trechos grandes ou pequenos, tipo esse:

“Tinha impressão de que toda a sua vida era uma espécie de sonho, e às vezes se perguntava de quem era aquele sonho e se o dono do sonho estaria se divertindo.”

Simplesmente como me sinto em muitos momentos da minha vida, inclusive, nessa semana passada. Ah! Esse trechinho é o primeiro livro, mas não vou lembrar a página. Desculpem.

Não tenho mais nada pra falar. Até a próxima!


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